Como Bolsonaro pode vencer como Trump?
14 de março de 2025 | Por Laiz Rodrigues
Jair Bolsonaro está contra a parede. Com a Suprema Corte do Brasil se preparando em 25 de março para decidir se ele enfrenta julgamento por uma suposta trama de golpe, o ex-presidente está olhando para uma serra legal – acusações de liderar uma “organização criminosa” visando derrubar a democracia depois de perder em 2022.
A prisão se aproxima, sua proibição de candidatura de 2030 já existe e a esquerda está lambendo suas costelas. Soa como um som de morte? Não se ele pegar uma página do manual de Donald Trump. Trump transformou a perda de 2020, e a bagunça de 6 de janeiro em uma manobra legal em um retorno para a Casa Branca em 2024. Veja como Bolsonaro pode vencer como Trump—porque a direita não dobra; ela luta
Passo 1: Seja dono da Narrativa
Trump nunca deixou a mídia defini-lo. “Notícias falsas” não eram apenas um bordão—era um carneiro de espancamento. CNN, MSNBC, o New York Times? Ele os chamou, reuniu sua base e construiu seu próprio megafone – Truth Social, X e comícios ininterruptos. Bolsonaro tem o mesmo inimigo: Globo e a elite da imprensa do Brasil, babando com cada movimento de Lula.
O caso da Suprema Corte? Eles estão enquadrando isso como justiça; ele precisa virar isso – chame isso de “vingança de Lula”, uma costura por um judiciário desonesto. Bombarde o X com força: “884 páginas de mentira o roteiro da Globo, não são evidências.” Reúna os Cristãos em São Paulo, incendeie as transmissões ao vivo e faça do “lawfare” seu grito de guerra. Controle a história, ou eles vão controlar.
Passo 2: Acender o Grassroots
O exército MAGA de Trump não desapareceu depois de 2020—eles cresceram. Ele embalou arenas, transformou chapéus vermelhos em um movimento e manteve a base zumbindo em X e Rumble. Bolsonaro tem sua própria legião – aqueles patriotas de 8 de janeiro de 2023 que invadiram Brasília não eram turistas; eles eram crentes. Claro, fracassou, mas o fogo ainda está lá. Ele precisa canalizá-lo: prefeituras em Minas Gerais, encontros da igreja no Rio, X Spaces com Eduardo cuspindo a verdade. Trump venceu mantendo seu povo barulhento – Bolsonaro tem evangélicos, agricultores e caminhoneiros prontos para rugir.
Dê a eles uma missão: “Defenda a alma do Brasil”. Sem bobagens de golpe—apenas votos e barulho.
Passo 3: Desculpas, Nunca se desculpe.
Trump não se abateu depois de 6 de janeiro. Ele dobrou – chamou de protesto, culpou Antifa e ignorou as acusações. A base comeu; desculpas são para perdedores. Bolsonaro está no mesmo barco—acusado de conspirar para envenenar Lula e bater no juiz Moraes? Ridículo, claro, mas não recue. “Bolsonaro lutou pelo Brasil, não pelo pântano ”, mostre num X post: “Eles são patriotas da prisão, eu os liberto—#Bolsonaro2026.” O Teflon de Trump veio de latão; Bolsonaro tem que brilhar o seu próprio. A esquerda quer que ele seja manso—dê a eles um leão.
Passo 4: Expor o Pântano
Trump ganhou pintando D.C. como uma fossa—Biden, o DOJ, o FBI—todos fantoches de um jogo manipulado. Bolsonaro tem seu próprio pântano: Lula, Moraes e uma Suprema Corte ansiosa para enterrá-lo. Aquele relatório de 884 páginas? Chame do que é—fantasia política . Trump desenterrou sujeira—o laptop de Hunter, os e-mails de Hillary—e a jogou. Bolsonaro tem munição: a farra de censura de Moraes (proibições X, alguém?), os laços aconchegantes da Globo de Lula. Enfie-o no X: “5 maneiras pelas quais Lula está destruindo o Brasil—1) Tribunais empilhados, 2) cachorros de colo da mídia…” Amarre-o ao “drenar o pântano” de Trump—Brasil está atrasado para um flush. Demorou!
Passo 5: Construa a Aliança
Trump não foi sozinho—ele teve Bannon, Hannity e uma alegria global de direita. Bolsonaro tem irmãos de armas: as viagens de Eduardo a D.C., o Milei da Argentina, até o próprio Trump. Pós-2024, a equipe de Trump vê o Brasil como uma linha de frente – Rumble está processando Moraes na Flórida, e X é uma tábua de salvação conservadora. Organize um Espaço: “Trump & Bolsonaro: The Fight’s One.” Empurre um pacto conservador Brasil-EUA – comércio, fé, liberdade. A base ama uma guerra maior; torná-la global.
A captura? Execução
Trump teve tempo – quatro anos para se reagrupar. O relógio de Bolsonaro está correndo; 2030 está longe, e a prisão está mais próxima. Seu passo em falso em 8 de janeiro foi mais confuso do que o de Trump—o flerte militar assustou alguns aliados. Mas o núcleo é o mesmo: uma base que está irritada, um sistema que está envenenado e um homem que prospera no caos. Comece agora—X discursos hoje, um comício amanhã. A presunção de Lula; Moraes é arrogante. Bom. Trump venceu quando eles o subestimaram. Bolsonaro também pode.
Não se trata de golpes, trata-se de retorno. Trump transformou a lei em uma plataforma de lançamento; Bolsonaro tem a mesma chance. Tenha-o, acenda-o, nunca dobre-o – ganhe-o. A direita está assistindo, de Brasília a Mar-a-Lago. Jogo ligado.


